Como funciona o Beto Carrero World

Autor: 
Ana França

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parques de diversão

­M­uitos podem ter achado que se tratava de um sonho, mas para João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero, construir o maior parque temático da América Latina era um empreendimento real - isto no início da década de 1980.

Para entender os objetivos de João Murad, é preciso recuar no tempo. Menino pobre de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, criou-se numa fazenda onde o pai era empregado, sonhando em ser um personagem como o Zorro. Desta época, trouxe a sua forte ligação com o mundo dos rodeios e caubóis.

Seu pai, Alexandre, tinha o apelido de “Carreiro”, por conduzir um carro de boi. João rapidamente aproveitou-se do apelido do pai, intitulando-se Sérgio Carreiro. Anos depois, o nome foi novamente “reformulado” e João Batista Sérgio Murad passou a ser – o Beto Carrero.

Beto Carrero
Imagem cedida pelo Beto Carrero World
Beto Carrero e o cavalo Faísca

Beto Carrero era um garoto bastante popular e ainda adolescente lançou um programa próprio no rádio. Ele se comunicava muito bem e logo descobriu a sua veia publicitária, deixando o “caubói” um pouco de lado.

Nos anos 70, Beto Carrero investiu forte em sua carreira de publicitário no mercado de Santa Catarina, onde liderou a conta de grandes empresas. Foi ele quem lançou motes históricos, como o do Leite de Aveia Davene e das toalhas Buettner, tendo Tônia Carrero como estrela do merchandising.

A despedida

Beto Carrero faleceu no dia 1º de fevereiro de 2008, aos 70 anos de idade, em São Paulo, após ser submetido a uma cirurgia cardíaca para correção de uma endocardite infecciosa. O artista/empresário foi sepultado em Santa Catarina, no cemitério de Penha, onde localiza-se o parque. Mais de 10 mil pessoas compareceram ao seu velório.

Enquanto publicitário em Blumenau, Beto Carrero incentivou duas práticas que, no futuro, consolidariam a cidade como um importante destino turístico: incentivou a preservação do estilo enxaimel, estilo arquitetônico adotado pelos imigrantes alemães em casas e prédios, e estimulou a criação da Oktoberfest, que atualmente é a segunda maior festa da cerveja do mundo.

Mas, Beto Carrero nunca abandonou o seu lado artístico. Mesmo enquanto a publicidade era o seu maior “ganha pão”, ele sempre achava um tempinho para trabalhar como agente de alguns artistas. Depois de um certo tempo, não teve mais jeito. A arte falou mais alto. Beto montou sua trupe e percorreu milhares de municípios apresentando a saga de Beto Carrero, um caubói tipicamente brasileiro.

Fez amigos por onde passou – entre eles muita gente famosa como Sílvio Santos, Faustão, Gugu Liberato, Xuxa e os Trapalhões. E foi assim, apresentando o “legítimo caubói brasileiro”, que Beto Carrero fez o seu pé-de-meia que, mais tarde, bancaria o projeto do parque.

Na próxima página, saiba como um caubói apaixonado por parques construiu, em 14 milhões de metros quadrados, nada menos que 85 opções de diversão, por onde já passaram mais de 10 milhões de visitantes.

Veja abaixo um vídeo sobre o Beto Carrero World.

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