LED TV não é OLED TV

Autor: 
Gisele Ribeiro

Sony XEL 1, a primeira OLED TV do mercado
Sony
Sony XEL 1, a primeira OLED TV do mercado, lançada em 2007

Quando o primeiro televisor LCD com luz de fundo de LED foi lançado pela Sony, em 2004, muita gente acreditou que se tratava de um aparelho usando a tecnologia OLED (diodo emissor de luz orgânica). A TV tinha poucos centímetros de espessura, mas ainda assim era grossa demais para ser uma OLED TV. Três anos depois, em outubro de 2007, a mesma Sony lançou sua primeira OLED TV - o que só aumentou a confusão, já que os consumidores acreditavam se tratar de mais uma LED TV. É bom não confundir. As duas tecnologias transformam energia elétrica em luz, mas enquanto a LED necessita de um bulbo para tornar a luz visível e utilizável, a OLED usa compostos orgânicos que se autoiluminam, dispensando bulbos ou lâmpadas fluorescentes para iluminar a tela. Com isso, é possível usar a tecnologia na fabricação de displays ultrafinos, com poucos milímetros de espessura, e até flexíveis.

Um display de OLED é feito de três a cinco camadas de compostos orgânicos (baseados em carbono), que são colocadas em uma camada de vidro acrílico duro, material que também
protege os delicados materiais internos. Os compostos orgânicos do material emitem luz vermelha, verde e azul em resposta a uma corrente elétrica (leia Como funcionam os diodos emissores de luz orgânicos). Tudo isso é 200 vezes mais fino que um fio de cabelo.

camada de oled

As TVs de LCD reproduzem cores através de um processo de substração: eles bloqueiam comprimentos de onda especifícos do espectro de luz branca até ficar apenas a cor certa. E é a intensidade de luz permitida a passar através dessa matriz de cristal líquido que possibilita às telas LCD exibir imagens coloridas chocantes. A aplicação do LED como luz de fundo das tevês LCD melhora consideravelmente a qualidade das imagens, mas apesar do avanço, o ganho em qualidade não se compara com o de uma OLED TV. A tevê OLED se sobressai em níveis de preto e contraste. Comparada com uma LED TV, a OLED TV tem uma taxa de contraste mais de 100 vezes maior.

Nos displays OLED, cada pixel contém elementos vermelhos, verdes e azuis, que trabalham em conjunto para criar uma paleta com milhões de cores. Como cada pixel contém todos os elementos necessários para produzir cada cor do espectro, a informação é reproduzida mais precisamente com a tecnologia OLED do que com a LED TV. Resultado: cores mais ricas e mais realísticas, brilho e contraste excepcionais e maior ângulo de visão.

Com design inovador e ultrafino, a LED TV da Samsung vem com um sistema que permite pendurar o aparelho na parede
Samsung / Divulgação
Com design inovador e ultrafino, a LED TV da Samsung vem com um sistema que permite pendurar o aparelho na parede como se fosse um quadro

Os primeiros aparelhos OLED já estão disponíveis nos mercados americano, europeu e japonês, mas ainda não há previsão de quando chegarão ao Brasil. Por isso, se quisermos uma TV fininha, dessas de pendurar na parede como um quadro, teremos de optar entre plasma,  LCD e LCD com iluminação por LED.

Para saber mais sobre essas tecnologias, visite os links da próxima página.