Comportamento e movimento do Pleo

Autor: 
Tracy Wilson

O Pleo opera sob o controle de diversos programas que orientam seus movimentos. Também pode combinar movimentos programados a fim de criar novos movimentos com base em seu ambiente. Dessa forma, se torna possível que ele pareça ter propósito ou intenção em suas ações, e que ele expresse emoções. Mas essas ações não refletem necessariamente aquilo que um camarassauro real faria. "Nosso objetivo com o Pleo não é que ele seja um modelo de um camarassauro em todos os detalhes, mas queríamos torná-lo o mais preciso possível em termos científicos", diz Sosoka.

Pleo
Foto cortesia Ugobe
O Pleo é um pouquinho mais brincalhão do que um camarassauro real provavelmente seria

Para isso, a equipe da Ugobe trabalhou com paleontologistas, zoólogos e outros especialistas a fim de criar uma fundação realista para o comportamento do Pleo, e ao mesmo tempo torná-lo mais simpático e brincalhão. "Caleb Chung trabalhou com alguns cientistas para tentar compreender melhor essa criatura, como ela vivia, como se movia, e tentou descobrir informações sobre que sons elas poderiam produzir e coisas assim". Para essas pesquisas, a equipe acrescentou as qualidades que as pessoas poderiam apreciar em um animal de estimação. "A personalidade do Pleo algumas vezes se assemelha mais à de um cachorro do que à de um dinossauro", diz Sosoka. "Nós acrescentamos um pouco mais de personalidade, mas sempre que possível tentamos acompanhar a ciência e nossa compreensão do animal".

Quer esteja agindo como dinossauro ou como cachorro, o comportamento do Pleo deriva da inteligência artificial. Sosoka explica que "temos um pouco de memória, como na AI clássica, por exemplo um percéptron ou um pequeno neurônio. E com base naquilo que acontece no mundo do Pleo, os valores dessa memória mudam".

A mudança nesses valores permite que diferentes Pleos se comportem diferentemente a depender de seu ambiente. Sosoka continua:

a seleção do que o Pleo fará se baseia em modelos de comportamento animal obtidos em campo. Podemos modelar alguns desses processos digitalmente, e é assim que obtemos alguns dos antônimos e do comportamento de aprendizado simples que o Pleo pode exibir. Ou seja, a depender daquilo que ele experimentar, o Pleo fará escolhas diferentes sobre a maneira pela qual responderá a estímulos no futuro. Portanto, caso o Pleo sofra constantes abusos ou estiver em um ambiente no qual muitas coisas assustadoras acontecem, ele se tornará menos ativo, e será mais difícil que ele se anime. Por outro lado, se o dono brincar muito com o Pleo, ele será muito mais expressivo e demonstrará mais felicidade nesses momentos de brincadeira. Ele pode rosnar ou cantar.

Essas mudanças no comportamento do Pleo não são necessariamente permanentes. Como explica Sosoka, "em nosso projeto, o Pleo não amadurece de todo. Começa bem jovem, quando mal consegue perceber que alguém o está tocando, e depois começa a compreender seu corpo e a se mover. O Pleo jamais ultrapassa a adolescência, e por isso não se torna sisudo. Continua sempre flexível, sempre pronto a mudar".

Em companhia dos sons do Pleo, executados por dois alto-falantes instalados em seu corpo, os movimentos ajudam o Pleo a transmitir a aparência de emoções variadas, da fome à alegria. A seguir, descobriremos detalhes específicos sobre o que faz o Pleo se mover de maneira expressiva.

Aprendendo a Aprender

Algumas dessas capacidades de aprendizado ainda não estão implementadas. Em 2008, a Ugobe planeja lançar uma versão atualizada do programa do Pleo que poderá ser baixada para ampliar sua capacidade de aprendizagem.