Sistema sensor do Pleo

Autor: 
Tracy Wilson

São precisos 14 motores para controlar os movimentos do Pleo. Mas ele tem mais a fazer do que andar sem rumo. Seus movimentos precisam ter propósito, e é preciso que ele reaja a pessoas e objetos. Para que isso aconteça, o Pleo precisa de sensores - muitos e muitos sensores.

Pleo sensors
Foto cortesia Ugobe
Rede de sensores do Pleo

Alguns desses sensores são táteis. "Não queríamos que a pessoa sentisse que tinha encontrado um sensor ou estava apertando um botão, algo assim", explica Sosoka. Por isso, uma das coisas que fizemos foi colocar oito sensores de contato como os sensores de toque ocasionalmente instalados em luzes ou em seu iPod. Descobrir a maneira certa de usar esses sensores foi um desafio. "Caso você esteja fazendo snowboard e decida acionar seu iPod usando luvas, ele não vai funcionar, porque não é a pressão sobre o botão que o ativa, mas a conexão elétrica que ele forma com a água no corpo do usuário".

Isso significa que a pele do Pleo - embora completamente necessária para que ele tenha uma aparência real - poderia atrapalhar os sensores. Sosoka diz:

a idéia era sintonizar o sistema de maneira a que, se você estivesse com a mão perto da pele do Pleo, ele pudesse detectar seu toque, como se sua pele tivesse pequenos pêlos ou algo assim. Bem, descobrimos que é fácil usar sensores de contato em um iPod ou lâmpada, mas é difícil fazê-lo sob uma pele que se move e curva ao se mover, e com motores presentes em toda parte, toda aquela interferência elétrica. Na verdade, demoramos muito a resolver os problemas de interferência.

Os sensores de contato se assemelham a faixas finas de metal, e se localizam nas pernas, dorso, ombros, cabeça e sob o queixo do Pleo. Além deles, existem também:

  • um transmissor/receptor de infravermelho (IR);
  • dois microfones, localizados onde as orelhas do dinossauro real estariam;
  • uma câmera colorida;
  • um interruptor de infravermelho, que permite que ele detecte objetos opacos em sua boca;
  • sensores de inclinação ou abalo, que detectam mudanças de posição;
  • sensores de solo nas plantas dos pés;
  • sensores de leitura de força nos motores das pernas.

Interpretar e responder a todos esses sinais requer uma rede de processadores e circuitos. Na próxima página, veremos como o Pleo lida com todos esses dados.