Se você já abasteceu com gasolina que julgou ser "oxigenada" - algo comum na maioria das áreas urbanas no inverno - então você já utilizou gasolina que contém MTBE. Esta sigla significa éter metil-terciário butílico, uma molécula razoavelmente simples criada a partir do metanol.
O MTBE passou a ser adicionado à gasolina por dois motivos:
- ele eleva a octanagem;
- ele é um aditivo oxigenado, ou seja, acrescenta oxigênio à reação durante a queima. Por definição, um aditivo oxigenado reduz a quantidade de hidrocarbonetos não-queimados e monóxido de carbono no escapamento.
O principal problema com o MTBE é que ele é considerado cancerígeno e mistura-se com a água facilmente. Se ocorrer um vazamento de gasolina com MTBE de um tanque subterrâneo em um posto, ela pode entrar em contato com a água freática e contaminá-la. É claro que o MTBE não é a única substância a entrar em contato com a água freática no caso de vazamento - o mesmo ocorre com a gasolina e com uma série de outros aditivos, mas nos últimos anos o MTBE ganhou destaque.
De acordo com esta página no EPA (em inglês):
- "Embora não haja uma regulamentação estabelecida sobre a água potável, o Departamento de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos publicou uma recomendação quanto à água potável de 20 a 40 microgramas por litro (µg/L) de MTBE com base nos limites de sabor e odor. A concentração dessa recomendação tem como objetivo fornecer uma ampla margem de segurança quanto aos efeitos não-cancerígenos, e está na faixa das margens tipicamente utilizadas para efeitos cancerígenos potenciais".
Esses links o ajudarão a aprender mais:
- EPA: MTBE e tanques de armazenamento subterrâneos (em inglês)
- Ocorrência do MTBE da gasolina aditivada na água freática (em inglês)
- American Petroleum Institute (em inglês)
- Como funciona a gasolina
- Como funcionam os conversores catalíticos
- O que é o octano?
- Carros de corrida usam o mesmo combustível dos carros normais?





